quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Nuno Ferreira³

N esse ser admirado

U m pedacinho

N um lugar guardadinho

O tesouro de um menino


F oi criança quando pequeno

E quando homem virou

R esolveu não deixar de brincar

R elembrando todas as artes de menino

E le trabalhou como o tamanho lhe pedia

I a feliz, dia e noite

R ua acima, rua abaixo

A rquitetando toda a cidade


N ao teve dúvida este menino-homem
U m dia resolveu amar
N ao escondeu seu querer e
O pai de família foi se tornar

F ilhos grandes, ainda os enxerga como pequenos
E le não podia ser diferente
R i a toa, quando deles se lembra
R elembrando a si mesmo muitas vezes
E mbora diga que não.
I sso é coisa de pai babão
R ir para não chorar de emoção.
A mor de paizão!

N esse homem que conheci
U
m lugarzinho me chamou a atenção
N
o seu coração
O
uvi e nele me acolhi

F
ui aos poucos aprendendo
E
admirando cada dia mais
R
elutei em ceder
R esisti sem sucesso
E é esse homem
I nteligente e amigo, que para ele

R epito sem medos
A mor da minha vida, pra sempre quero ficar contigo

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Um Momento


Um pedaço de vela acesa sobre a mesa meio inclinada num castiçal já velho e amassado por ficar aos tombos pelas prateleiras.
A chama balança e parece dançar ao som da leve brisa que entra pela fresta da minha janela mal fechada. Um cenário que poderia ser cena de um crime, um preâmbulo de uma linda noite de amor ou ainda simplesmente mais um momento de tédio e solidão. Pode ser o que quiser ser, com quem quiser e onde quer que seja... Este é o cenário que se forma agora diante de meus olhos perante a tua ausência.
Acendo mais um cigarro e a fumaça é uma boa desculpa pros meus olhos lacrimejarem fazendo-me piscar mais do que o costume.
O sono não vem... Você não veio e não sei se virá. Situação já ensaiada e revista em outras épocas.

Mas isso é só mais um momento... Nada mais que um momento...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A quem interessa?.

Morro aos poucos a cada dia, também não podia ser diferente... Estou agora distante de tudo e de todos, tanto no espaço físico quanto em pensamentos, me sentindo um Senhor no meio do nada... Desfaço-me em pedaços, que a esmo, caem ao chão. Olho pra eles e não tenho ânimo de pegá-los de volta e colocá-los no lugar... E cada um, ao seu jeito, se acomoda quais folhas secas que caem no fim do outono... Só que as folhas viram adubo pra primavera... Enquanto eu? Não sei...
Já por extinto, sento-me à cadeira e ao som de Enya, olho pela minha velha janela que já deixou de ser totalmente transparente pelo pó acumulado que cobre o vidro... Qualquer semelhança é pura coincidência... Mesmo assim, através dela ainda consigo ver a paisagem que me oferece, linda em outras épocas, hoje sem graça alguma. Nem a nuvens que vem do mar formando rascunhos de nossa imaginação e que habitualmente se aproximam ao sul trazendo, se não a chuva,pelo menos uma brisa pra refrescar, se atrevera a dar o ar de sua graça. Queria tanto que elas voltassem trazendo notícias de mim, num sopro de vento, um sonho... Quem sabe? Uma esperança... Uma realização... Hoje estou um dia mais velho... E um dia mais próximo... De repente uma sensação de perda me invade a cabeça, se aloja em meu peito que quer explodir e o coração, quase me rasga a pele ao se esforçar pra sair de dentro de mim, e quando me dou conta, uma lágrima solitária escorre meu rosto a baixo e se acomoda num canto seco de minha boca. Lágrima de angústia e de gosto salgado de como quem dá um último Adeus...
Sei que estou cansado e quero dormir um tanto. Amanhã um novo dia há de nascer, ao menos o sol estará diferente... Numa nova posição...

À distância me faz morrer aos poucos, mas a quem interessa?...O que importa?... E quem se importa?...

Nuno
26/Julho / 2006.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

100 anos Cartola


Ainda é cedo amor,
mal começaste a conhecer a vida,
já anuncias a hora da partida,
sem saber mesmo o rumo que irás tomar.

Presta atenção querida,
embora eu saiba que estás resolvida,
em cada esquina cai um pouco a tua vida,
em pouco tempo não serás mais o que és.

Ouça me bem amor, preste atenção,
o mundo é um moinho,
vai triturar teus sonhos tão mesquinhos,
vai reduzir as ilusões à pó.

Presta atenção querida,
de cada amor tu herdarás só o cinismo,
quando notares estais a beira do abismo,
abismo que cavastes com teus pés.

Ainda é cedo amor, mal começastes à conhecer à vida...

O mundo é um moinho - Cartola - 100 anos

domingo, 5 de outubro de 2008

Ando devagar

A ndo devagar
N ão tenho pressa
D e chegar, mas até
O ntem não era assim.

D istante
E u vou caminhando
V alorizando cada segundo
A gora mais que nunca
G arantindo o meu lugar
A onde você quer chegar?
R esponda-me.
(Rô)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Pois é... Pra que...

Algum dia, um de vocês já acordou sem saber pra que?
Pra que meu micro ficou ligado a noite toda, ou do porque dos ponteiros do relógio marcam as horas,? Nesses dias, eles atraem tanta nossa atenção que não saem do lugar.
Pois é... É daquelas sextas mal passadas, das quintas mal dormidas e que a gente não vê a hora de chegar o domingo a noite, mas depois do Faustão e nos preparar pra mais uma semana tentando nos convencer que vai ser diferente...
Eita sexta preguiçosa!!!!
Nem o tempo sabe o que fazer se chove ou faz sol, se venta pra lá ou traz as folhas de volta pra cá. Ainda bem que não sou o único.
Por hoje é só. Vim postar aqui qualquer coisa só pra me convencer que não passei um dia inútil sem fazer nada. E confesso que consegui... rs

Beijos e abraços a todos.

PS: Devagar com os acessos para não congestionar o Blog...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Voltando pra casa...

- A conta, por favor!


Peguei a estrada...
Assim, só pra pensar na vida...
E sabe o que a ingrata me mostrou?
Que não se perde aquilo que nunca se teve...
Então me lembrei do que li outro dia em algum lugar...

¨ Se a vida te der um limão, faça uma limonada... ¨

Voltando pra casa...

Agora somos eu e ela... Eu e minha consciência mal pesada.

Ligo o rádio do carro, e Gal se intrometendo em meu momento querendo participar da festa, Socorro! Não estou sentindo nada... , isso acaba comigo, golpe de misericórdia que acaba de me matar, tudo dói, sangra até secar... Envolto em dores sem nomes, a cabeça dói, os farois dos carros doem, as buzinas doem, o coração dói... E como dói essa sangria quando começo a contar os pingos que mancham minhas roupas...
Já é madrugada e no silencio de um novo dia que se anuncia, o pensamento cruza o horizonte buscando nas asas da serenidade, um pouso para o meu olhar.
Fico a espera de acordar e ver onde estou, se a caminho do inferno, ou
às portas do céu... Mas ninguém me abre a porta, seja lá do que é feito o castelo, ninguém me deixa entrar... Visita anunciada e cancelada às pressas por um anjo da guarda desavisado.
E a estrada, que não terminava nunca, de repente se acaba num beco escuro. Porta de casa. Ufa..! Pensei que não chegaria... Mas enfim me trouxeram... E alguém me abre a porta. – Não empurra não pô..! Entro enfim deixando a luz às minhas costas até ver a porta ser fechada novamente... Preciso me lembrar de não esquecer de comprar uma lâmpada...E um pedaço de barbante...
Sentado no sofá do canto, procuro um lugar pra pôr os pés na mesa de centro, cheia de quinquilharias e um vaso de violetas murchas, tento trazer minha cabeça de volta já refeita da Fanta que me desceu mal e do gelo que me subiu à cabeça fazendo-a voar.
Penso em escrever algo pra me distrair, mas minha cabeça, já de volta em seu lugar com alguns por cento de lucidez, me diz pra esperar pra ver se o sol aparecia mesmo... Ouvi falar que nasce todos os dias... Não sei..!
Só sei que não sei mais o que fazer quando a noite não termina.
Quando a gente quer acordar do sono que não se consegue ter e o pesadelo nos segura pelos cabelos e nos mantém imersos no medo. Falta ar, falta chão, faltam portas de saída. Todas só abrem por fora e ninguém responde. Anoiteci há muito e há muito a noite anda alta e as estrelas parecem não sairem do lugar. E assim vou virando substrato do meu próprio pesadelo e esperando que a felicidade esteja logo ali, virando a próxima esquina atrás da primeira duna, então vem outra esquina e mais outra e depois de se virar a última, se avista outra duna com a primeira esquina a ser dobrada... Como um cachorro que late correndo atrás dos pneus de carros no final da tarde, o carro vai e os pneus vão com eles, o cachorro não morde pneu nenhum e fica a espera do próximo carro que passar...
Vai ver que algum roqueiro maluco, pediu pra parar o mundo e que não se sabe por que, ainda não desceu... Ou então foi fechado pra manutenção com o conta- giros quebrado. Parece que só o que gira mesmo é minha cabeça quando tomo Fanta. Mas só de sacanagem, vou ficar onde estou pra esperar meu dia passar por aqui... Um pneu velho também serve, desde que não tenha cheiro de urina de algum amigo meu da rua de cima.

.... Mesmo porque, nada é para sempre e sempre não são todos os dias... E os dias não são noites, menos ainda, noite todos os dias...


"Até que não me importaria de ficar no escuro, desde que eu estivesse com a mão no interruptor..."


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Frase do Mês

Encontraram 237 razões de se fazer sexo. Pessoalmente acho que ainda devem ter esquecido algumas.

Série: Sem sentidos

Vista embaçada

A transparência se torna fumê, com os pequenos atos daqueles que substimam a visão do próximo.

Serie: Sem sentidos

Sem voz

E quando eu estiver totalmente muda, pode ter a certeza que não estou mais perto de ti, mesmo que minha presença te faça acreditar ao contrário.