sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Carol

minha Criança querida
...trouxe Amor e alegrias
....me pego Rindo sozinha
........quando Olho para trás e
..................fico Lembrando das artes
e das perguntas que Insistias em fazer
...momentos nossos, úNicos
....................que fortalEssem esse amor sem limites.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Do Re Mi

DO nada e com dor
RE tiro-me em fuga
MI nha loucura
FA z de mim, insana
SOL ta meu corpo do espirito e
LA rga-o em qualquer lugar
SI nto-me ideias apenas
DO i de tanto pensar

Liberdade

" Me torno invisivel para que possas te sentir livre, custe isso o que custar"

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Nuno Ferreira³

N esse ser admirado

U m pedacinho

N um lugar guardadinho

O tesouro de um menino


F oi criança quando pequeno

E quando homem virou

R esolveu não deixar de brincar

R elembrando todas as artes de menino

E le trabalhou como o tamanho lhe pedia

I a feliz, dia e noite

R ua acima, rua abaixo

A rquitetando toda a cidade


N ao teve dúvida este menino-homem
U m dia resolveu amar
N ao escondeu seu querer e
O pai de família foi se tornar

F ilhos grandes, ainda os enxerga como pequenos
E le não podia ser diferente
R i a toa, quando deles se lembra
R elembrando a si mesmo muitas vezes
E mbora diga que não.
I sso é coisa de pai babão
R ir para não chorar de emoção.
A mor de paizão!

N esse homem que conheci
U
m lugarzinho me chamou a atenção
N
o seu coração
O
uvi e nele me acolhi

F
ui aos poucos aprendendo
E
admirando cada dia mais
R
elutei em ceder
R esisti sem sucesso
E é esse homem
I nteligente e amigo, que para ele

R epito sem medos
A mor da minha vida, pra sempre quero ficar contigo

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Um Momento


Um pedaço de vela acesa sobre a mesa meio inclinada num castiçal já velho e amassado por ficar aos tombos pelas prateleiras.
A chama balança e parece dançar ao som da leve brisa que entra pela fresta da minha janela mal fechada. Um cenário que poderia ser cena de um crime, um preâmbulo de uma linda noite de amor ou ainda simplesmente mais um momento de tédio e solidão. Pode ser o que quiser ser, com quem quiser e onde quer que seja... Este é o cenário que se forma agora diante de meus olhos perante a tua ausência.
Acendo mais um cigarro e a fumaça é uma boa desculpa pros meus olhos lacrimejarem fazendo-me piscar mais do que o costume.
O sono não vem... Você não veio e não sei se virá. Situação já ensaiada e revista em outras épocas.

Mas isso é só mais um momento... Nada mais que um momento...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A quem interessa?.

Morro aos poucos a cada dia, também não podia ser diferente... Estou agora distante de tudo e de todos, tanto no espaço físico quanto em pensamentos, me sentindo um Senhor no meio do nada... Desfaço-me em pedaços, que a esmo, caem ao chão. Olho pra eles e não tenho ânimo de pegá-los de volta e colocá-los no lugar... E cada um, ao seu jeito, se acomoda quais folhas secas que caem no fim do outono... Só que as folhas viram adubo pra primavera... Enquanto eu? Não sei...
Já por extinto, sento-me à cadeira e ao som de Enya, olho pela minha velha janela que já deixou de ser totalmente transparente pelo pó acumulado que cobre o vidro... Qualquer semelhança é pura coincidência... Mesmo assim, através dela ainda consigo ver a paisagem que me oferece, linda em outras épocas, hoje sem graça alguma. Nem a nuvens que vem do mar formando rascunhos de nossa imaginação e que habitualmente se aproximam ao sul trazendo, se não a chuva,pelo menos uma brisa pra refrescar, se atrevera a dar o ar de sua graça. Queria tanto que elas voltassem trazendo notícias de mim, num sopro de vento, um sonho... Quem sabe? Uma esperança... Uma realização... Hoje estou um dia mais velho... E um dia mais próximo... De repente uma sensação de perda me invade a cabeça, se aloja em meu peito que quer explodir e o coração, quase me rasga a pele ao se esforçar pra sair de dentro de mim, e quando me dou conta, uma lágrima solitária escorre meu rosto a baixo e se acomoda num canto seco de minha boca. Lágrima de angústia e de gosto salgado de como quem dá um último Adeus...
Sei que estou cansado e quero dormir um tanto. Amanhã um novo dia há de nascer, ao menos o sol estará diferente... Numa nova posição...

À distância me faz morrer aos poucos, mas a quem interessa?...O que importa?... E quem se importa?...

Nuno
26/Julho / 2006.