domingo, 28 de setembro de 2008

Nenhuma só palavra

Prometi na madrugada de domingo, que escreveria algumas palavras e te mandaria hoje, na segunda. Puro engano... Menti pra ti...

Hoje não direi uma só sílaba pra descrever o que sinto, vou me privar das palavras, pois palavras podem mentir...

Hoje vou abusar dos sentidos, quero transcender as dimensões já conhecidas, não à terceira, muito menos à quinta, quero chegar à sexta contigo...

Hoje vou te olhar com a coragem de um cego...Sentir tua presença pelo calor do teu corpo. Prever tua distância pelo cheiro de tua pele sem teu perfume favorito. Sentir tua excitação, com tua respiração ofegante ao me invadir aos ouvidos. Sentir a minha, quando postar meu rosto em direção as tuas pernas, e soltar minha imaginação levando-me a cobiçar o que te faz sangrar...
Hoje vou te ouvir com a atenção de um surdo...Ler tua boca e tirar dela tuas palavras. Palavras que só tu sabes dizer. Atentar-me aos movimentos de teus lábios, ver o contorno, o modo como os movimentas, o abre e fecha... E imaginar coisas... Vou ouvir o que fala teu coração, quando sentir suas batidas ao me aconchegar em teus seios, que, como um travesseiro de penas de ganso, leva-me a sonhos de luxurias, desejos e encantamentos...Mesmo que seja aos pedaços...

Hoje vou falar como fazem os mudos...Com os olhos e as mãos. Falar de tua beleza, olhando-te de cima em baixo e fixando o olhar naquilo que me apetece. Vou te dizer da minha saudade, quando segurar tuas mãos e te olhar nos olhos fazendo com que notes o brilho que há neles. Direi que estou feliz em te ver, quando alisar teus cabelos e perceberes minha cabeça se inclinar levemente pra minha esquerda sem desviar meus olhos de ti. Vou te pedir um beijo ardente, segurando a ponta de teu queixo e umedecendo meus lábios ressecados com minha língua. Vais entender que quero ir pra cama contigo, quando tocar teu pé com o meu, e morder o lado direito do meu lábio inferior...

Hoje vou me fazer entender como os poetas sonhadores... Tocar-te, usando a sutileza da ponta dos dedos, como quem afina um instrumento de cordas..., Louco para tocá-lo... Olhar-te como um eremita admirando umas das sete maravilhas do mundo e perguntando...Que artista fez isso??? Falar-te como a quem fala aos deuses. Com pensamentos...Não se perca de mim...
Ouvir-te, como quem ouve o doce canto de um pássaro na lista de extinção...Pode ser a última vez...
Ver-te como o olhar de um guru, que entra dentro de ti pela íris de teus olhos, se aprofundando em tua alma memorizando cada milímetro de teu corpo...Por dentro...
Estar em ti, como um vírus que se pega em contatos físicos, me alojar na tua rede sanguínea, e que de tempos em tempos, me manifesto fazendo com que uma sensação selvagem te invada em cada poro de tua pele, e sintas seguidos espasmos acompanhados de aromas afrodisíacos, pra que nunca te esqueças de que, um dia o me contrais-te num momento de excitação e prazer...Isso não tem cura...
Falar de meus desejos, como uma águia que sobrevoa sua presa, esperando a hora do ataque final...Pra depois comê-la...
Estar por inteiro em desejos e vontades, nunca em metades, nunca com entremeios...A mingua de ti, calo-te a boca, sinto teu toque, rasgo-te o cetim, desnudo-me de mim, abro-te a volúpia que corre em teu copo, penetro em teu oceano num encontro de vontades, corpos em desejos prostrados de gozo, com ritmo e vibração, euforia e excitação, Alegria e tesão...E que tesão...
Como viste, não te direi uma só palavra do que penso de ti, mesmo porque, estou sem muita disposição pra falar hoje. Apenas quero que me sintas, que me percebas, que me deixe entrar em teu céu, me empreste umas de tuas asas, que me empreste um livro, me pague um café, acenda meu cigarro e me dê uma carona até o metrô. Nem que seja um beijo de despedida, com um até breve, um foi bom te conhecer, prazer em estar contigo, foi bom pra nós dois, ou coisas assim...Só quero que, com ou sem tudo isso, que me sintas sempre...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Brincado com as palavras...

E a estrada de repente se acaba...

E o desconhecido se apresenta bem a minha frente.

De repente tudo se perde, e nada mais tem importância.

Uma breve retrospectiva e..., Chegou o fim de tudo...

Uma luz forte e que atrai, atrás de uma nuvem espessa.

Deixa-me meio sem saber o que acontece.

O pior, ou o melhor... Eu bem sei o que quer dizer,

Mas prefiro acreditar que logo vou acordar, tolice...

Mas uma sensação de alívio toma conta de mim

Sinto-me leve, sereno, nada dói e nada me incomoda mais.

Alguma coisa se aproxima, com contornos bem definidos...

Porem o rosto não consegue ver, somente formas e nada mais...

A silhueta se mexe com movimentos sincronizados

Uma espécie de uma dança, ou um ritual de boas vindas.

Tudo aquilo me faz ficar inerte, sem reação alguma...

E aos poucos vou me acostumando com tudo isso.

Entrego-me aos acontecimentos..., Inútil reverter

Ciente que chegou a hora..., Entrego-me as evidencias.

Repouso num canto, uma leve brisa arrepia meu corpo...

Por um instante me vejo voltando... Queria nunca estar ali

Vejo ficar pra trás os meus sonhos, minhas pretensões,

Meus amigos, meus filhos e entes queridos.

Meus amores, minhas paixões, minhas desilusões.

Minhas alegrias e tristezas. Meus sentimentos...

De repente questiono se tudo isso valeu a pena,

E se valeu, Pra Quem?...Por quê?...Por Quem?...


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Não se perca de mim... Mas

Se for pra se perder, que seja no beco da minha rua...
Lá encontrarás uma porta sempre aberta e uma poltrona confortável pra te sentares.
Um ombro mais que amigo pra te encostares e não pensares em nada.

Emprestarei também meus dois ouvidos se preciso for, pra lá jogares tudo que te aflige e que te incomoda, assim como para te ouvir se quiseres ralhar com alguém.
Aqui tem sempre um lenço alvo e limpo pra enxugar tuas lágrimas, mas será terra sagrada se elas caírem no meu chão...
Abrirei meus braços, não tão fortes, mas o suficiente pra te colocar numa cama macia e descansares sentindo meus dedos em teus cabelos.
Ia me esquecendo dos meus lábios semi-abertos, prontos pra receber a ardência dos teus. Ou ainda, uma boca que esta sempre ansiosa em provar teus beijos.
Aqui, eu tenho um pequeno coração cheio de paixão, que se agiganta quando se acomoda ao teu e explode de tanto amor...
Deixarei minhas mãos contigo até que sacudas toda a poeira que te pesa a alma, pois não preciso delas, a não ser pra te fazer carinhos.
E se não quiseres fazer nada disso, não tem importância, ficarei te olhando no meu canto te acompanhando com os olhos apaixonados e te ver caminhando de um lado para o outro. E nada direi...
E pra terminar, encontrarás uma pequena bússola que sempre está apontada pro norte... O nosso norte...

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/nunoferreira

domingo, 21 de setembro de 2008

Resistência

Para ouvir há que se calar... Só não sei quanto tempo aguento muda sem nada ouvir...
(Rô)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ping pong video

Ontem a vida me arranhou...

Meu coração sangra por dentro e mancha a alma, que assim como eu, se aquieta triste no mais íntimo do meu ser...
As lágrimas represadas se acumulam em meu peito. E isso dói...
nuno
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/nunoferreira

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Como te digo?



Tenho uma casa pequenina
Que não pode dar muito conforto,
Mas lá moro eu,
que posso te dar calor nos dias de frio.

Os meus dias, não são cheios de glamour e etiquetas
Neles não sairás em grandes entrevistas, nem farás recepções
Mas nos meus dias simples,
posso te escutar todas as vezes que sentires vontade.

As minhas noites, nem sempre são regadas a um bom vinho
Nem a grandes jantares sou convidada
Mas quando quiseres repousar e esquecer o dia a dia que te aflige,
Posso te dar a calma com as estrelas que tenho no quintal em companhia da lua.

O chão da minha casa pequenina, não é feito de mármore,
Mas se em algum momento, te sentires sem chão,
Ele é tão seguro que,
Posso te dar a mão e te guiar com o cuidado de um labrador amigo.

O teto dessa casa pequenina que te conto,
Tem estrutura suficiente para não te deixar desabrigado,
se algum dia assim te sentires
Pois eu, sempre cuidarei para que para que nenhuma ventania o abale.

Só não sei como te digo
Que a descrição desta casa pequenina
É uma parte de mim,
Que também precisa de ti.
(Rô)



Marido obediente

terça-feira, 16 de setembro de 2008

...


Por momentos

Por momentos, inquietou-se o meu olhar no teu
Perdido nos pensamentos onde me escondo
Por momentos descuidou-se o teu olhar no meu
E a mercê desses instrumentos, tu me vais pondo

Tu nasceste por mim, e por mim esperas
No azul escuro da nossa fria solidão
Como em Roma, um cristão lançado às feras
Assim se sente no peito, meu coração...

Como a gaivota que rompe a irmandade
Incapaz de voar firme com o seu bando
Assim ando com as ruas da velha cidade
Sem que a cidade venha, por ser onde eu ando

Então diz meu amor, quem mais se importa
Com esse escuro azulado da solidão
Es a mão que pode abrir toda a minha porta
Mas no momento esperado, retiras a mão.
Raquel Tavares canta Jorge Fernando
FADO

ADEUS EM SILÊNCIO

Lá estava ela parada, mal respirava
De repente um abrir de olhos rápidos
Para dizer à vida, que ali ainda estava
E que ali continuaria

Respira, respira
Teimosia de não ir da onde também não se quer ficar
Para! Olha de novo à sua volta ...
E bem rapidamente descansa, para não se deixar levar

Sem dizer nada, me aproximo
E ela sem poder se aproximar, imóvel, apenas me olha
Me olha e não me diz nada, até por que não há nada que se dizer que já não se saiba

Eu, ali parada só posso imaginar o quanto você viveu e o quanto ainda teima em viver,
Pois mesmo assim, você desesperadamente acredita que isso que te resta ainda leva o nome de vida
Não queres partir para deixar os teus
E os teus não querem aceitar que tens que ir

E me pergunto
- Cadê a pressa dos nossos dias?
- Cadê a agenda cheia de compromissos?
E só observo como tua respiração fraca aos poucos dá sinais que chegas ao fim.

E assim passam as noites e passam-se os dias
Tens medo da partida inevitável
Lutas sem saber, que é ela, a vida que te deixa ficar mais um pouco,
O tempo necessário para eu te dizer adeus,
Em silêncio.

Descansa em paz
(Rô)

FRAGMENTOS

Tento juntar os pedaços que restaram
de um coração...
coração que aos poucos foi se quebrando,
em cascalhos se transformando,
ao longo do caminho...

Tento... e quanto!
São fragmentos que restaram
de um amor...
de uma vida...

são grãos de areia
que se perderam no tempo,
que se deixaram levar pelo vento,
sem saber bem o porquê...

São lembranças revividas,
que se transformam em poesia,
para perpetuar o ser.


REGINA AZENHA

DO LIVRO FRAGMENTOS & MUTAÇÕES- 1997

Á minha querida amiga Regina, agradeço a colaboração deste poema.



Solucionador de problemas


resta-te


Há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber de nada...fingir que não se tem sentimentos...sonhos... ilusões...desejos...
- Hei! o que sobrou de você?
(Rô)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Conversa entre nós dois


Quero ser o teu batom
Nunca esquecido, estar sempre a mão.
Sentir-me passeando em teus lábios
Dando cor e sabor em tua boca
Quando me provas e me aprovas
Pra passar a ser a tua marca de sedução...


Meu amor, não queiras ser o meu batom
O pobre anda escondido na bolsa junto com outros sonhos
Que não tenho coragem de dizer
Apenas os guardo la no fundo, sem saber se um dia os trago à tona


Ontem fui teu batom
Hoje quero ser teu suco
Que levas aos lábios pintados comigo
Dás seguidos goles de mim, me deixas em tua boca,
Provas-me e me saboreias, me achas gostoso,
E aos poucos, deixa-me escorregar por teu corpo adentro...
Encontro-te na saída...
Amanhã serei mais um pedaço teu...


Tua língua já faz parte de mim
O gosto dos teus beijos nunca mais esqueci...
Como se fosse meu, teu gosto não quer me deixar...
Sofro por não te esquecer, alivio-me qdo de ti recordo sentindo ate teu cheiro e calor


Agora vou ser o teu teclado
Quero tuas mãos sobre mim
E obedecer aos teus comandos
quero que me toques, me acaricies
E me mande dizer coisas...
Quero deletar as coisas ruins
E ser o tradutor do que pensa teu coração


Deixa sentir mais uma vez..
Ah essa tua mão...
A mesma que me faz feliz por inteira...
Traz de volta a brincadeira de criança e a ansiedade da adolescência
Nos fazemos um só, quando tua pele vem de encontro a minha sem esperar respostas prontas
Deixando as coisas melhores que temos um para o outro


E por falar em coração...
Quero ser agora o teu pulso
Correr pelas tuas veias em teias
Passear em teu corpo me fixar em teu dorso
E sentir as mais loucas sensações


Olha nos meus olhos, te vês?
É por eles que enxergas meu coração, minha alma que por ti se apaixonou
Sem esperar por mais nada, me dou inteira
Esse calor do meu corpo, é teu ...


E quando tudo isso findar
Vou correr mais um tanto no teu encanto
Escolher outro canto e me hospedar
Pra ver tudo novamente começar...
Até outro pedaço teu
Com um dos meus juntar...


É quando meu corpo começar a entrar em um compasso mais lento
Quando minha respiração dar a entender que tudo se acaba...
Nos teus braços quero me deixar ficar
E te dar a certeza que assim tão inteiros fomos, tao inteiros seremos sempre
.


Francis Scheaffer

"Liberdade sem Forma é libertinagem e Forma sem Liberdade é Tirania." - Francis Scheaffer

sábado, 6 de setembro de 2008

Beijo Roubado

Não sei se já aconteceu ou está pra acontecer...

No lugar marcado, sentar-me num banco, balançar uma das pernas, deixando a ansiedade à vista de todos. Virar o pulso pra olhar as horas num relógio que nunca usei.

Vou te olhar nos olhos, ver teu sorriso pra mim e por mim, e se calhar, roubar-te beijo.
Encostar-te a um canto, entregar-me ao encanto, e te fazer perguntas sem esperar respostas. Talvez tua boca esteja ocupada pra tal.
Na ausência de todos, desabotoar teu pudor aos poucos, e sentir apenas a explosão interior de liberdade fazendo-se presente, desafiando medos de criança, enrijecendo músculos e rangendo dentes. Perceber a incrível distância entre a ilusão e o fato, vencida num único gesto. Ter a liberdade de estarmos com os corpos nus entre as folhagens e o vento, que no seio da noite, bailam alucinadamente com gestos sem rima, com voz sem palavras, sem nenhuma conseqüência e a invadir pensamentos.
Deitar-te na relva, modelar teu corpo com carícias ousadas de mãos atrevidas de um menino matreiro, pegar uma amora silvestre que cresce ao lado e a faço um objeto de prazer levando-te a boca e desenhar em teus lábios... E contornar teu corpo mais uma vez... E mais uma vez, dou-me a provar do teu líquido com o fruto a se misturar aos teus gozos... Sentir o orvalho umedecer nossos corpos já úmidos pelo ar condensado do calor que se evadem de nossos poros.
A lua cheia tenta nos espreitar entre as árvores, mas apenas se vêem nuanças em flashes em teu rosto, provocados pela dança dos galhos entregues a sedução e a mercê dos ventos. E novamente, revelo-me em palavras, como o fiz tantas outras vezes, com a picardia de sussurros ardidos, a te falar de desejos e vontades... Sentimentos e verdades... Pés que se tocam com pernas entrelaçadas e encaixadas em vãos, acompanham os movimentos de corpos sedentos... Ventosas que grudam sem separação. Pelos que se abraçam e que roçam e que se torcem e se separam, e se soltam de nossos corpos para neles ficarem novamente grudados.
Quero provar dos fluidos que saem e se misturam com líquidos de prazer e sedução que invadem cada um de nós, como um alquimista que olha seu feito de um momento mágico de uma mistura de odores e sabores num ritual místico. Suspiros e gemidos em olhares e desejos que se cruzam, e se misturam com lábios lambidos de línguas mordidas e provadas como de um favo de mel. Assim quero-te esta noite, deitada em nuvens, a luz da lua e ao som dos anjos...

E com os pensamentos jogados ao vento me entregar aos encantos... De um beijo roubado...

(eros)

Paz...


Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo...

Acredito num poder muito maior do que eu, que flui através de mim a cada momento de cada dia. Abro-me à sabedoria interior, sabendo que existe apenas uma inteligência nesse universo.
Desta inteligência vem todas as curas e todas as novas criações. Confio nesse poder e inteligência, sabendo que, seja o que for que eu precise saber, seja o que for que eu precise ter, será revelado a mim na hora, no espaço e na seqüência certa.

Tudo esta bem no meu mundo...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O tempo...


“Como eu queria ter quinze anos e guardar os outros quarenta no bolso de trás pra poder usá-los nos dias de temporais...
E tirar proveito do que me resta...”


(nuno)

Roubando um tempo ao tempo...



Hoje, pedi ao tempo que me desse um tempo pra falar de ti...
Mas o tempo não me deu o tempo que pedi...

Então tive uma idéia simples e brilhante...

De atrasar o relógio pra eu ficar adiante...

Enganei o tempo que não teve tempo de perceber, que eu tinha meia hora a mais de tempo pra te escrever,

Até que ele marcasse a mesma hora de meia hora antes.

Então, enquanto zombava dos ponteiros,
E com um lápis e papel na mão,
Escrevi essa quadrinha sem rodeios,
Pequenina eu sei...mas de coração...

(Nuno)

Te amo com toda a força e a leveza que você me dá para seguir...
♥♥
(Rô)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Te quero tanto, q minha voz rouca se faz muda e se rende ao teu olhar.
(Rô)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Devaneios

Num canto da sala
Uma flor solitária
No outro descansa
Um vaso quebrado
Que guardo de lembrança.

No teto uma luz,
Que aponta e alumia...
E sentado no chão
Agarrando as pernas com as mãos,
Seguro minha guia.

Com a chuva lá fora
Não me aquieto, fico atento.
Pois a água me excita
Arrepio-me com o vento
Enche-me de vida
E me queima por dentro.

A água que cai
Corre ao meio fio
E encharcam-me os pés
E eu embaixo da árvore
Já morrendo de frio.

No fim da rua
Numa casa pequena,
Uma linda morena
Fugindo da chuva
Convida-me a entrar.

Seu corpo molhado
Com o vestido grudado
Em seu corpo esculpido
Pelas mãos de um artista
Num dia inspirado.

Percebo os devaneios
E levanto assustado...
E vejo num canto da sala
Uma flor solitária
Num vaso quebrado

(Nuno)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Companhia

Sozinha, eu não ando mais...
sempre nos meus pensamentos, nos meus desejos, nas minhas vontades, você é minha companhia,

mesmo que às vezes, o cotidiano só te libere em pensamento
Sozinha eu não ando mais...

Pensamento alegre, daqueles que só fazem bem, daqueles que abraçam a alma, que aconchegam o coração, que trazem a saudade e nos fazem ter a certeza de como é bom amar

Os teus olhos, se voce não sabe, andam comigo pelas ruas, até em todos os cartazes que eu leio, todas as letras são só para você

Te encontrar, era o que me fazia falta
Para me trazer de volta o sorriso, o desejo, a vontade de sentir

E mesmo que às vezes, eu possa parecer distante,
Sozinha eu não ando mais...
você está comigo sempre, se não em pensamento, dentro do coração guardado.

Meu amor, nem por um minuto conseguiria me imaginar sozinha outra vez,
tua presença, teu cheiro me acompanham e me lembram sempre que,
Sozinha eu não ando mais...

Só não sei se nao ando sozinha por que te carrego
Ou por que me roubaste por inteira.
(Rô)












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CONVERSA ENTRE EUS

Desarma tuas defesas
Joga-as ao chão
Permita-se sentir
O que você tanto tempo guardou

Sente como é claro e transparente
Esse amor que você vive agora
E brinca com todas as cores que te forem possiveis
Por que é esse mundo tão colorido que te traz vida novamente

Quanto tempo pedi
Que os anjos me trouxessem
Alguém como você
Com essa vontade de viver e de amar

Sem jogo ou sem meias palavras
Vivo tão intensamente
Que às vezes até posso duvidar que isso tudo é real

Sei o que não quero mais
E sobrou-me a opção de viver
O que sempre quis pra mim, mesmo que não fosse assumido

Ah menina!
Não tenhas medo do que vives
Amanhã é outro dia
(Rô)